Pastoral - "Nadabe, Abiu e o Culto ao Senhor - Lv. 10.1-7" | Pb. Renato Oliveira


O que mais vemos em nossos dias são invenções na área do culto, líderes a buscar inovações que visam atrair público, megaigrejas que visam o entretenimento como meio para um determinado fim (o pragmatismo). Alguns, no afã de "encher" a igreja alteram o culto para torná-lo menos "enfadonho" e mais "animado", tocar hinos… nada disso, falar sobre pecado... isso é passado, sermões expositivos... o que é isso? O negócio é coach, louvorzão, balada “gospel”, etc. Os que defendem uma ortodoxia, uma doxologia parecem crentes de outro mundo, aliás, os reformados tem atraído pessoas de outras denominações, não pela forma de culto, mas por sua doutrina reformada, pessoas chegam as igrejas de teologia reformada, mesmo com o conhecimento doutrinário, achando os cultos muito "parados", mesmo os domésticos acabam se encantando com esses novos modelos de "culto", por não conhecerem o princípio regulador do culto, Deus só deve ser adorado da forma que ele mesmo requer nas Escrituras Sagradas.

Nesse sentido, Nadabe e Abiu ensinam-nos valiosas lições a respeito da Adoração que Deus espera e requer de nós, bem como a sua clara reprovação quando esta não acontece. Moisés relata a punição de Deus contra os filhos de Arão, com isso acaba por expor a situação do sacerdócio araônico e fazer advertências a futuras violações e formas de adorar a Deus.


Deus revela a forma como quer ser adorado.

Após o recebimento bem-sucedido dos sacrifícios por Deus, com a demonstração do fogo que consumiu a oferta (cap. 9.22-24). Ao exercer o seu ofício, os sacerdotes Nadabe e Abiu, apesar das boas intenções, não observaram com cuidado as prescrições para oferta de incenso, logo não observaram as prescrições divinas. Embora Deus seja amoroso e misericordioso ele também é santo e exige não menos que isso do seu povo, santidade ao Senhor. O modo como Deus requer ser adorado foi ordenado minuciosa, detalhada, exaustivamente e os sacerdotes violaram e desrespeitaram essa vontade.

Santidade do Senhor naqueles que o adoram.

O fato dos vv 8 – 11 apresentarem uma proibição quanto a exercer o ofício sob bebida forte pode indicar o modo como os sacerdotes se apresentaram ante o Senhor oferecendo incenso com brasas não tiradas do seu altar. O mesmo fogo que consumiu o sacrifício consumiu agora os adoradores irreverentes, a intolerância demonstrada revela sua santidade, havia toda uma lógica nos sacrifícios e no cerimonial que apontavam para Cristo. Deus é glorificado e sua santidade é demonstrada quando o adorador observa os preceitos que são descritos na Palavra. Ele espera da parte daqueles que se aproximam da sua presença a mais profunda reverência pelo seu caráter santo.


Não conformidade com o erro.

Arão calou-se diante da repreensão do Senhor, acredito que foi uma mistura de reconhecimento do erro com surpresa pela ação, como sacerdotes do Senhor separados para serem santos, Arão e os seus filhos Itamar e Eleazar são proibidos de demonstrar qualquer compaixão por aqueles que desrespeitaram a vontade do Senhor, o povo poderia lamentar as mortes, mas os sacerdotes foram proibidos de o fazerem, para demonstrar que o julgamento fora justo, sobre eles estava o óleo da unção, eram intermediários entre Deus e o povo e deveriam agir como tais. Embora Nadabe e Abiu fossem parentes, o compromisso com o Senhor estava em primeiro lugar.


Conclusão.

Concluo a fazer algumas aplicações: (1) Deus prescreve o modo como quer ser adorado, este é um princípio do segundo mandamento. Não devemos acrescentar invenções da mente humana no culto ao Senhor, isso é abominação, Deus rejeita o culto que não é conforme a sua vontade, o adorador precisa respeitar esse principio, além de que observando as formas e o dia de culto (domingo), (2) glorificar ao Senhor em santidade, pois é não menos que isso o que Deus requer de nós, obediência a sua Palavra (um exercício árduo para o homem) uma demonstração de fé e amor reverente ao Senhor e se assim o fazemos (3) não seremos coniventes com aqueles que quebram esse principio, muito menos desejar fazer o que eles fazem, como se fossem bem sucedidos, não podemos mostrar conivência e com isso aprovação a tais abominações, se Deus castigou tal ato com a morte deveríamos refletir o quão serio é praticar esse ato. A luz desse texto os que tais coisas praticam (pragmatismo) não passarão ilesos no Final.


Que Deus nos ajude a sermos fieis!


Pb. Renato Matheus de Oliveira (Igreja Presbiteriana de Osasco)

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