Pastoral - "A Importância e Influência do Pai na Estrutura Familiar" | Rev. Gildásio Reis


Um homem temente a Deus é uma tremenda ferramenta nas mãos de Deus para abençoar seus filhos e toda sua família. Nunca, neste mundo tão desorientado, violento e tão cheio de “novidades”, a figura do pai foi tão importante. A ausência paterna ou diminuição da sua influência no lar é a principal causa de retrocesso no bem estar dos filhos. Também é um fator crucial para se compreender, hoje, a crise atual da instituição da família. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Serviços Humanos e Social dos EUA, concluiu que um pai ausente e que não exerce influência positiva na vida de seus filhos produz o seguinte resultado:

  1. Meninas têm 2,5 vezes mais propensão a engravidarem na adolescência e 53% mais chances de cometerem suicídio.

  2. Meninos têm 63% mais chances de fugirem de casa e 37% mais chances de utilizarem drogas.

  3. Meninos e meninas têm duas vezes mais chances de acabarem na cadeia.

Em outro estudo realizado por uma empresa americana chegou-se às seguintes conclusões:

  1. 72% dos adolescentes assassinos cresceram sem a presença do pai.

  2. A ausência do pai biológico duplica a probabilidades da criança repetir o ano escolar.

  3. 80% das crianças, em idade pré-escolar, admitidas no Hospital Psiquiátrico de Nova Orleans com transtornos psiquiátricos vêm de lares sem o pai.

  4. 60% dos estupradores da América cresceram sem seus pais

Estes dados mostram de maneira muito contundente a importância da figura paterna na estrutura familiar. O pai é o líder em sua casa, pois um lar sem cabeça é um convite ao caos. A desordem provocada pela ausência do pai é muito pior do que quando uma nação está sem governo ou quando um exército está sem comando. Lemos em Efésios 6.4 que aprouve a Deus determinar ao pai a tarefa de governar sua família e educar seus filhos. Embora seja verdade que a palavra “pais” ás vezes inclui as “mães” (Hb 11:23), em Efésios 6.4, Paulo tinha apenas os pais homens em mente, pois ele usa a palavra masculina pateres para falar do “pai” e não goneis, caso ele tivesse também as mães em mente, o que não é o caso aqui. Paulo insiste: “e vós pais (não as mães) não provoqueis os vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.

Em franca desobediência à Escritura Sagrada, alguns homens têm transferido para a mulher, a tarefa de dirigir o lar e de educar os filhos. Embora, a mãe também tenha sua responsabilidade nesta tarefa (Pv. 1:8; 4:3; 6:20), e não obstante, ser mais natural que a mãe passe mais tempo com os filhos, isso não exime o pai da sua importantíssima responsabilidade de representar Deus perante seus filhos. E como já vimos acima, quando os pais se omitem, seja pelo motivo que for, estão colocando em risco o futuro dos seus filhos (Pv. 29:15).

Como pais, precisamos nos envolver mais na vida dos filhos, o bastante para garantir que nenhuma outra influência tenha proeminência. Se eles estão recebendo influência negativa de outras pessoas, é porque nós pais temos falhado em influenciá-los. “Nós, e ninguém mais, somos os únicos culpados por permitirmos que outras pessoas influenciem nossos filhos mais do que nós mesmos”. “No temor do Senhor tem o homem forte amparo e isso é refúgio para seus filhos.” Pv. 14.26


Rev. Gildásio Reis (Presidente do Sínodo de São Paulo e Pastor da Igreja Presbiteriana Parque São Domingos)

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